2004-12-27

 

O INQUÉRITO À COLOCAÇÃO DOS PROFESSORES

Uma das maiores confusões administrativas de que há memória no nosso país aconteceu neste ano que finda.
Uma das tarefas habituais do Ministério da Educação é organizar o processo de colocação dos professores. Por razões que ainda hoje permanecem misteriosas, dois ministros (num só ano) não foram capazes de a efectuar.
Perante este descalabro que teve repercusões profundas nas vidas de milhares de professores, alunos e suas familias, foi prometido a todos os portugueses, a explicação pormenorizada de tudo o que aconteceu, tendo sido promovidos 3 inquéritos.
Na semana passada o ministro Morais Sarmento declarou, oficialmente, no final do conselho de ministros, que o relatório da Inspecção-Geral de Finanças seria divulgado naquele mesmo dia. O ministro adiantou que o IGF tinha entregue o relatório na data estipulada e que este tinha sido analisado pelo ministério das Finanças e da Educação.
Não foram necessárias muitas horas para que a ministra da Educação desautorizasse Morais Sarmento (num “governo” em roda livre as desautorizações entre “colegas” sucedem-se a um ritmo vertiginoso). Maria do Carmo Seabra entendeu que o mesmo relatório deveria ser considerado confidencial.
Tudo isto é profundamente lamentável.
Neste processo temos um desgostoso retrato do estado a que chegámos. Um dos maiores ministérios não foi capaz de efectuar um simples processo administrativo, não conseguiu explicar porquê, e em desespero de causa, desmente o ministro da presidência, sonegando aos portugueses informação sobre o que se terá passado.
Que mais irá ainda acontecer?!

Comentários:
Certamente não encontraram ninguém a jeito para pôr as culpas, senão o sacana do relatório já tinha saído cá para fora a 200 à hora!
 
Um diz... o outro desdiz!
Vão ser coerentes até ao fim...
Atenção às últimas exibições!
 
Há alguns anos Pacheco Pereira disse da sua tribuna aquilo que todos dizemos,
O Ministério da Educação é um monstro. Perante esse facto a divisão proposta por Durão Barroso foi um começo auspicioso para a resolução desse problema mas desde essa decisão inicial pouco adiantou, em algumas circunstâncias até existiram recuos, como é o caso das pessoas que tem passado pela pasta deste ministério, a actual Ministra já disse para quem quis ouvir que se soubesse o que sabe não tinha aceite estas funções e neste campo temos tudo dito, quando o sistema emperra e os políticos são fracos é evidente o desastre. Da inércia de Santana Lopes da falta de autoridade e da incapacidade de coordenação são apenas mais evidências.
Lagrima.blogs.sapo.pt
 
É mais um sintoma da doença degenerativa que atingiu o PSD de Barroso e Santana, onde pontificam barões, baronetes, chefes e subchefes de grupos e de subgrupos, em que aquela agremiação se transformou. Quem conseguirá parar esta doença progressiva, num dos maiores partidos portugueses ? E quem conseguirá também dar vida nova àquele novelo incapacitante que dá pelo nome de Ministério da Educação ? Quantos indivíduos aparentemente sãos de espíritos foi ele capaz de trucidar nos últimos 30 anos ? Para que serve uma máquina tão pesada e tão onerosa, que, ainda por cima, não forma cidadãos de cultura portuguesa ? Se não consegue ensinar Matemática, nem Física, nem Ciências, nem História, nem Geografia, nem Português, nem Filosofia, nem..., nem..., então qual o seu préstimo ? Quando acordaremos para esta dura realidade ?
 
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