2005-01-16

 

TONTERIA REAL

No Reino Unido o senhor Henry Charles Albert Davies decidiu aparecer numa festa de máscaras envergando um uniforme nazi. Dir-se-ia que se trata de um episódio menor próprio de um rapazola inculto e ignorante. Acontece que o rapaz está na linha de sucessão para o trono inglês.
Este episódio motiva-me três breves anotações:
1- Os monárquicos defendem que a preparação e educação, desde o berço, dos monarcas para a representação do seu país é uma garantia de prestígio e qualidade. Este é um (dos muitos) bons exemplos da falácia deste argumento;
2- Na Monarquia, episódios menores da vida privada ganham, necessáriamente, dimensão de Estado. O regime assenta neste equívoco da confusão entre o público e o privado.
3- Na Monarquia a pretensa superioridade de uma familia a cujos membros é conferido, à nascença, a representação de um povo, inscreve na pedra dos tempos uma imutabilidade social inaceitável.
Na sua tonta ingenuidade o senhor Henry prestou mais uma boa ajuda na demonstração do equívoco que é a Monarquia.

Comentários:
Luís, penso que o que levou o rapazola a fazer o que fez é mais preocupante do que a hipotética ingenuidade. Penso que só um imenso despojamento interior pode levar alguém a brincar com este símbolo.
Se não é despojamento, então, só pode ser uma devastadora ignorância, o que deita por terra, tal como você muito bem diz, a falácia monárquica.
 
E não será a Tonteria Real (pelo menos a inglesa) um pleonasmo em si?...
 
A Monarquia é isto!
 
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