2005-02-05

 

O RETRATO DO PAÍS PEQUENINO

Decidiu a revista Visão publicar “as histórias de Pedro e José”.
No perfil de Santana Lopes houve a preocupação de apresentar, com desusada minúcia, a “obra” que terá deixado pela Figueira. Quanto a Sócrates ficamos a saber muito pormenor (até mesmo a opção religiosa da mãe), mas nada relativamente às suas passagens pelo Governo - o que é curioso.
Lopes é apresentado como um Lisboeta, Sócrates um homem da província.
Mais uma vez, no perfil de Santana aparecem as mesmas estafadíssimas estórias, a subliminar referência a uma “predestinação” e a enésima citação da senhora D. Conceição Monteiro, apresentada como a “mãe política” do senhor Pedro Santana Lopes.
Eis o retrato de um país pequenino, em circuito fechado, de pequenas capelinhas. O retrato de um país que se esgota nos locais lisboetas da moda, dos restaurantes “in” da capital. O retrato de um país que existe num pequeno grupo de amigos, amigalhaços e conhecidos.
Só no país pequenino destes senhores tem cabimento a esotérica menção a uma qualquer predestinação. Só no país pequenino destes senhores o apoio conferido por uma senhora (certamente estimável, mas cujo curriculum político inclui, tão-somente, o facto de ter sido secretária do senhor Francisco Sá Carneiro) pode ser apresentado como uma espécie de caução e citado com referência pela imprensa.

Comentários:
Nunca como agora, O 'Neill esteve tão presente:
«País engravatado todo o ano/ e a assoar-se na gravata por engano».
 
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