2005-04-16

 

PEQUENEZ DESGRAÇADA

O que impressiona neste lamentável processo “apito dourado” é a confrangedora pequenez. É tudo tão desgraçadamente rasteiro, tão medíocre.
Já não é a honra que é comprada (não se compra o que não existe), mas a responsabilidade pelo cumprimento de uma obrigação que é trocada por um simples prato de lentilhas, no aviltante ambiente de primarismo à solta.
Exiba-se uns trocos, aproveite-se o sotaque cantado da Lingua em concupiscentes convites, ofereça-se uma refeição e ter-se-á de bandeja a velhacaria manhosa, a miséria da total ausência de principios na mais importante manifestação desportiva em Portugal.
Observamos ali o cruel retrato de uma parte da nossa sociedade. Pequena, primária, abjecta, subserviente, incapaz, acéfala. Desalentadora.

Comentários:
Nos outros países ainda se faz corrupção com dinheiro, ou diamantes... cá, um par de putas faz com que um borra-botas de um árbitro se venda. Nem para fazer corrupção esta porcaria serve.
 
O que é revoltante é que a corja que tem transformado parte deste país num autêntico lupanar, se passeia impunemente nos salões do poder. Talvez porque também já tenha esse poder na mão...
 
Dando a impressão de que tudo é comprável;essa ausência de princípios salta a olho nu no descaramento de quem julga que não é punido.Raramente é,no peso e na medida adequados sobrando para as culpas menores a sentença mais pesada. Coisas do ser humano...
 
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