2005-05-23

 

BARRIL DE PÓLVORA

Hoje o relatório será entregue em mãos ao primeiro-ministro.
Mais do que a discussão em torno do número mágico, confesso que me preocupa a terapia que será escolhida.
Num tempo em que o desemprego regista taxas elevadas, atingindo mais de 400.000 portugueses, prevendo-se que continue a crescer, é bem provável que estejamos sentados sobre um barril de pólvora.
Falamos de 400.000 dramas pessoais. Falamos de tantos que se vêem abandonados. Falamos de muitos casos de gente com extrema dificuldade em encontrar emprego, falamos de casos desesperados.
Avançar com medidas como a redução do tempo de duração do subsídio de desemprego assim como a diminuição de outros apoios sociais, nestes dias, pode deixar muitos sem o único rendimento, pode deixar muitos completamente desprotegidos, pode equivaler a incendiar o rastilho!

Comentários:
Também aguardo com expectativa o famoso relatório e partilho das mesmas preocupações: compatibilizar o rigor orçamental que a gravidade da situação exige com a manutenção (a meu ver, obrigatória!) dos apoios sociais é um exercício muito delicado e que corresponde a andar em cima do fio da navalha. Chegou a hora da verdade.
 
É demasiado preocupante. Demasiado!
 
Vai ser um teste (e que teste)às verdadeiras intenções do Governo, no que respeita a assumir posições firmes, perante os interesses de há muito instalados.
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Era uma vez um menino, muito pequenino que, sempre que pasava férias em Setúbal, ia pela mão do tio ver o "Vitórrria", ao velho campo dos Arcos.
Esse menino era eu...
Meu caro Luis,
Obrigado pelos parabéns.
Já gostei muito do seu Vitória, mas um dia verifiquei que as velhas solidariedades com o SLB, tinham sido estranhamente transferidas para um outro clube. Nada de especial se não existissem algumas nebulosas pelo meio (coisas de homens que não de Instituições).
Confesso que desde aí, a minha simpatia esmoreceu bastante.
Mas enfim que ganhe o melhor no Domingo.
Um abraço
 
Olha, agora é o "apertão". Eu bem sei a quem é que enfiava um apertão nas trombas. Meu caro Luís, será que a solução económica é sempre rebentar com a classe média?
Um abraço.
 
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