2005-05-15

 

TELHADOS DE VIDRO (corrigido)

Enquanto o senhor Portas se encontra (em recato) procurando formar uma opinião (logo ele que tanto gostou de vestir a pele do Torquemada da política portuguesa, apresentando-se de dedo em riste, com vozinha afectada, com escritos ofendidos em editoriais à direita, logo ele que garantia – sem rir – estar ali no seu partido a fina-flor da competência e do rigor), enquanto nos recordamos da promessa de combate aos interesses que Luís Guedes (com ar sério) havia prometido no Ministério do Ambiente, será interessante determo-nos na enigmática frase do senhor Telmo Correia quando garantiu que se fosse hoje não teria assinado o despacho polémico. Ora, na sua candura de menino em fuga ante o perigo, o que o senhor Telmo nos disse permite uma de duas conclusões (acaso as duas): o senhor assinava de cruz o que lhe pediam, ou lamenta (apenas) o conhecimento público do despacho em questão.
Em dois anos e meio de presença no “arco da governação” o partido popular deixou-se envolver nestas rocambolescas aventuras que a justiça haverá de esclarecer.
Eis, no seu máximo esplendor a fina-flor que o senhor Portas prometeu.
Atirar pedras aos vizinhos, quando se tem telhados de vidro, é sempre uma prática pouco avisada.

Comentários:
Muito gostava eu de ver (coisa impossível, é certo) o Dr. Portas, director d' O Independente, analisar (com aquela veia inquitorial que se lhe reconhece) a actuação do Dr. Portas ministro e seus correlegionários. Seria obra!

Um abraço.
 
Assino por baixo do comentário do(a) JJ. Lembro-me perfeita-me do Paulinho na altura do Independente.
 
Foi a seita mais desavergonhada que passou pelo poder desde o 25 de Abril!
 
Esta trapalhada "lusitanópopular" faz-me lembrar de uma antiga música brasileira de sugestiva letra: «Rebetou a bomba na casa dela, ela falava da filha dos outros, agora falam da filha dela». Lembras-te? Uma abraço.
 
Há um erro no seu post - seis meses no «arco da governação»? É preciso ter atenção ao que se escreve, se queremos ser tomados a sério.
 
Caro anónimo, tem razão. Não foram seis meses, foram dois anos e meio, a correcção está feita.
 
A promiscuidade entre os negócios e a política e a preponderãncia nos Governos de Advogados oriundos de afamados escritórios, com largas redes de interesses tecidas na sociedade, propiciam estes casos.

Cada vez vai sendo mais difícil recrutar pessoal político competente, idóneo e probo.

Os Partidos da esfera governativa estão muito vulneráveis a estes fenómenos pelas ligações que foram tecendo com o mundo dos negócios.

O mal está mais avançado do que se julga...

Obrigado, pela mensagem deixada no http://alma_lusiada.blogspot.com
 
É uma vergonha!
O problema é cada caso ser mesmo mais um caso, e não o princípio do fim dos casos.
Receio que isto já não seja um problema de Portas ou de sobreiros!
 
O Portas & Ca. pensavam que a Celeste seria vitalícia e ela própria se calhar também. Aguardemos.
 
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