2005-08-06

 

FUMO NEGRO

Como se fora uma punição, eis que se cumpre esta estranha e regular saga dos incêndios. Não há explicação para as estafadas explicações servidas à hora dos jornais televisivos. Se dúvidas persistissem, as chamas encarregam-se de nos trazer no estrépito da sua doentia marcha, o eco da nossa vergonhosa incapacidade de cuidarmos do que é nosso, a incompetência para a mais elementar organização.
Não é apenas a floresta que arde no Portugal de Agosto. As nuvens de fumo que podemos vislumbrar no céu do nosso descontentamento levam os destroços da mata, mas também as cinzas da esperança de muitos que esperavam mais, muito mais, deste Governo.
À medida que o tempo passa é cada vez mais difícil não perceber que algo vai doentiamente mal nesta governação. Um governo que registou começos auspiciosos, aparência de rigor, rumo corajoso, receitas definidas, demonstra-nos como tudo não passava de uma ilusão, que são outros os seus interesses.
Talvez o “elenco” governativo, não tenha reparado como foi incendiada a expectativa de mudança de um pais inteiro, talvez o “elenco” governativo não tenha compreendido que naquelas cinzas vai muito do capital de apoio necessário a um Governo.

Comentários:
Belo comentário para este Desgoverno. Nem sequer interromperam o seu descanso de férias para ao menos disfarçar a inoperância...
 
Porque será que arde tudo mais a norte?
Todos os anos!
É que no sul faz mais calor, ainda ontem o Alentejo bateu os 43ºC e 95% dos incêndios são na zona centro e norte!
Porque será?
 
Fala-se sempre em tantos milhões de prejuízo que aplicados uma vez em infraestruturas no meio das matas teriam benefícios imediatos no ano seguinte. E nem é preciso grande coisa, basta um estradão em terra.
E os piromaníacos, que tal engavetá-los de março a outubro?
 
como é triste ver este nosso maravilhoso país debaixo de chamas.
que faz o governo parar con isto e o que fazemos nós?
 
São tantas as chamas que nos consomem a "Chama".
Um abraço
 
Diz muito bem,caro Luis Sequeira. E já de nada serve culparmos os pirómanos das florestas nem os das convicções, porque ambas continuam ao abandono!
 
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