2005-11-29

 

A ENTREVISTA QUE NÃO COMEÇOU

A RTP decidiu ouvir os candidatos presidenciais. A julgar pela primeira entrevista com Manuel Alegre, poder-se-á inferir que a jornalista do canal público não pretende esclarecer, tão-pouco informar: parece mais interessada em “tricas”, em guerras de “alecrim e manjerona”.
Dois terços da entrevista foram ocupados com a cansativa e confrangedora tentativa de recuperar o “diz-que-disse”, buscando (exigindo?) uma declaração bombástica, uma acusação. Convocando o candidato para um espaço indesejável, procurou saber a sua opinião acerca dos ataques, dos remoques de outros, tentando colocar Alegre na posição de comentador, de acusador.
Manuel Alegre, evidentemente, contornou bem essa armadilha. Contornando-a, eliminou o “sal” que era suposto trazer para uma noite animada de “corte e costura”.
O candidato, por sua iniciativa, ainda tentou introduzir alguns pontos fundamentais, falar dos seus objectivos e ambições para o país - debalde.
Ao fim de meia hora, encerrou-se uma “entrevista” que não chegou a começar.

Comentários:
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Caro LS
É isto mesmo. Os nossos jornalistas, incluindo a senhora em questão, vivem desta quadrilhice rasteira. Os políticos foram atrás.O resultado está à vista.
 
Subscrevo.
 
É de facto, lamentável.
Deu no entanto para se perceber a elevação com que Manuel Alegre se consegue impôr sem se deixar arrastar para tais meandros.
 
Por essas e por muitas outras não vi.
 
M Alegre é outra loiça...
 
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