2005-05-20
OS SENHORES DO 24
Capa da revista "Time" 22 Julho 1946
Em viagem Porto/Lisboa a rádio por companhia. Ao contrário do habitual não deixei a TSF aos primeiros sinais do "fórum". Acompanhei algumas das intervenções: falava-se do desemprego.
Entretanto, surge uma criatura que se apresenta como "médico e agricultor". Exibindo um português de pacotilha, enrolou umas frases imperceptiveis deixando, contudo, claro ao que vinha. Começou por criticar "essa gente" que em 31 anos arruinou o país (presumindo-se que o brilhante comentador entenda que o país era grande e rico antes de 1974).
Explicou depois que tinha 48 anos e que era de direita "da direita da direita" - precisou, como se fosse necessário. Por ali continuou a perorar num alarde de ignorância e lamentável saudosismo por uma realidade que ... não existiu.
Não é o primeiro tonto, nem sequer será o último. Vêm lá do fundo do baú congelaram o calendário no dia 24. Sabem pouco da história do seu país, espumam ódio, e espantosamente parecem acreditar em fantasmas e em fantasias.
Têm, evidentemente, o direito à sua opinião. Têm, obviamente, o direito de expressar as suas ideias. Devem essa liberdade ao regime que gostariam que não existisse.
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Este é o extraordinário paradoxo da democracia: acolher no seio quem a pretende destruir. Mas não há volta a dar: sem esta garantia, a democracia deixava de o ser. Compete então a todos nós cuidarmos o melhor possível dela...
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